ARTIGOS

New York, 4 de Novembro de 2008!

Professor Germano, cepistas,

Recebam calorosas saudações de Graciela!



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Esta foi a eleição mais democrática da História dos EstadosUnidos. Imagine o primeiro Presidente negro! Mudança a vista!

Que ele possa sobreviver a projeção de ícone que todo o pais – e mesmo a comunidade internacional – está projetando nele. Que ele possa se manter na senda.

Em todo o país, nas praças e repartições públicas está havendo manifestações, encontros, celebrações. O mesmo ocorre no mundo virtual do internet, onde os emails cheios de alegria e esperança circulam em grande velocidade e muito “axé”como diríamos na Bahia, muita energia.

E até a morte da querida avó de Obama, nas vésperas das eleições trouxe um foco energético à campanha dele nos últimos momentos. O próprio John McCain em seu discurso de retirada, ofereceu respeitosamente condolentes palavras.

Amigos, o primeiro passo foi dado, uma campanha forte e bem feita. Agora a esperança de que quando ele chegar na Casa Branca, possa administrar bem a nação e responder com altivez aos desafios. Pois Obama tem a consciência e o desejo de ser um Presidente não como qualquer outro político mediano, mas um líder que marcara a história. Ele tem sido comparado ao Lincoln e ao Roosevelt, na maneira em que se apresenta interado da enorme responsabilidade desta Cadeira e da crise que a América enfrenta hoje.

O discurso de eleito presidente Barack Obama, em sua terra, Chicago, foi emocionante e não poderia ser diferente. Ele subiu ao palco seguido de sua esposa Michelle Obama e as filhas, e depois juntou se a ele o Vice Presidente Joe Biden com a esposa e a mãe.

Ele agradeceu muito a todos que contribuíram para sua campanha, inclusive aos organizadores e milhares de doadores e voluntários; agradeceu ao John McCain e a Sara Palin por terem feito o seu melhor possível na corrida, convidando-os e também a todos os partidos e cidadãos para se unirem na restauração do pais. Uma tarefa que embora difícil, assinala ele, e possível se pouco a pouco, for reconstruída em conjunto.

Enquanto o novo presidente Barack Obama projetava sua voz definida e segura na noite surreal da vitoria democrática em praça publica, o publico respondia em unissono, quase em estilo gospel : Yes , we can.” Sim, nos podemos. yes, we can. Esse foi o mantra da noite de ontem. Enquanto isso, ele também advertia aqueles que não estão do lado da América que se preparem, pois América é uma nação forte e será defendida.

Obama agradeceu aos eleitores dizendo que esta vitória era do povo e para aqueles que não acreditavam mais que um presidente “do povo, para o povo e pelo povo” ainda poderia ser eleito.

Milhões de pessoas na praça e nas ruas, celebrando, chorando pela vitoria, ou alguns, em silencio, presenciando, testemunhando. Uma vitoria da minoria, que se torna a maioria. Muitos estados que tradicionalmente eram republicanos, tais como o Colorado e New Mexico, (este com um contingente latino muito grande) se converteram democráticos para Obama.

O John McCain, polidamente, telefonou ao Barack Obama, congratulando-o, antes mesmo do anuncio final da decisão do eleitorado. Também, endereçou os seus eleitores no Arizona, terra natal dele, de uma forma muito equilibrada, sensata, agradecendo o apoio e reafirmando o seu amor e serviço a America no primeiro lugar.

Achei bonito a atitude e a cortesia do McCain, respondida cordialmente também pelo Obama. Penso que o McCain compreendeu que a historia estava aberta para os democratas, nesse momento. E que lutou como podia, contra os obstáculos, fez uma campanha forte com a Sara Palin e mobilizou muito o pais. Mas O Barack Obama, mobilizou mais, talvez porque o povo está cansado de 8 anos com George Bush, quem, logicamente, “telegrafou” para Obama, dizendo que o convidara em breve para visitar a Casa Branca.

Abraços,

Graciela Santos-Elgart.



A AUDÁCIA DA ESPERANÇA


O livro de quase 400 páginas de Barak Obama, candidato negro a Presidência dos Estados Unidos da América tem como sub-título: Reflexões sobre a Re-conquista do Sonho Americano. Mostra que esse homem pode não ser eleito, mas já é de fato e de direito um líder de estatura mundial. Não é à toa que um dos grandes jornalistas americanos, certamente de origem japonesa Michiko Kakutani do The New York Times, que colocou esse grande texto como Best-seller número um no jornal, declarou: “Barak Obama é um daqueles raros políticos capazes de escrever – e escreve de maneira tocante e sincera sobre si mesmo… nestas páginas ele se esforça para basear seu pensamento político no bom senso e articula suas idéias em uma prosa equilibrada e não-partidária. Isso, por si, é algo incomum, não apenas neste período pré-eleitoral, cheio de armadilhas, como também para o atual momento cada vez mais polarizado e polarizante”.

Barak Obama é de origem árabe africana por um lado, e por outro em sua família a origem é mulçumana. Chegar a Senador com tais marcas é um feito incomum, lembrando no seu livro ao contar sua vida e ao se pronunciar sobre política interna e externa sobretudo, Obama demonstra que é da linha de um Jefferson, de um Rosevelt mas, sobretudo J.F Kennedy, cujo irmão Edward que é Senador, sentindo o Kennedismo do candidato também o apóia por sentir, certamente, o que aqui afirmo.

Quando analisa os partidos democrata e republicano e aquilo que ele chama de liberal e de outras vertentes, francamente, só coragem. Não se trata de uma re-vista mas pelo texto ou pelas declarações e afirmações que faz se demonstra com os fatos, que em geral os políticos não tem coragem de analisar, o Senador de fato surpreende. No capítulo dos valores, Obama demonstra não ser só um advogado pois freqüentou a universidade de Harvard, onde foi o primeiro negro a ser eleito presidente do Jornal Harvard Law Review. Teve três mandatos como deputado estadual, representante da região South Side, em Chigago. Não é um simples político de grande porte, pois foi professor de Direito Constitucional na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago, atuou como advogado de direito civis defendendo negros e brancos e foi membro dos conselhos de Administração de várias organizações beneficentes.
Nas análises da Constituição Americana e da política em seu todo, demonstra saber história e analisá-la. Ao tratar de religião, religiões e religiosidade há pontos de muita sinceridade, porém que eu pessoalmente considero um tanto fortes. A análise do racismo americano ele o faz com superioridade, transcendência e visão para o futuro. É realmente fantástico.

Há um capítulo, o oitavo, cujo título – “O mundo além de nossas fronteiras” predispõe a uma visão da política americana e internacional no século XX e hoje contemporaneamente. Obama trata educadamente os Presidentes de Nixon a Regan e chegando a Clinton e Bush. A conversa na Casa Branca entre o Senador e o Presidente Bush é realmente para o leitor meditar. Obama explica que falou no Senado que a Guerra do Iraque era errada porque não havia nenhuma arma nuclear e que a Guerra terminaria mal para os Estados Unidos, é muita coragem!

Quanto a sua família é um modelo. Sua esposa chama-se Michelle e as filhas Malia e Sasha. As análises sobre problemas conjugados com as discussões do Direito de família como aborto, homossexualismo, feminismo há um certo senso de esperança, mas um tanto fora da realidade americana e mundial.

Finalmente, Michael Kazan do The Washington Post diz e assim termino o que tão simplificadamente escrevi sobre A audácia da Esperança de Barak Obama: “ Nesta nossa era desanimadora e degradante o talento de Obama, de propor soluções humanas e sensíveis numa prosa otimista e elegante, enche qualquer pessoa de esperança”.

Germano Machado, Professor Aposentado da UFBA e da UCSAL, fundador do CEPA



A Estética na Aquarela Cárcere e a Rubra Rosa

Esteticamente a combinação de cores equilibra-se na predominância de claros em consonância com aquilo que a mente do pintor Raimundo dos Santos, Bida teve por objetivo. Centralizando, vê-se uma mulher de certo porte, negra, que está pensando ou até filosofando em torno da vida e do viver. Como que parece apontar na flor que lhe desce pelo corpo como uma oferenda a todos os seres humanos.

Para mostrar sua sensibilidade, que é evidentemente, a do artista. Vê-se no lado esquerdo uma ampulheta sobre a qual pousa levemente um pássaro, porém a ampulheta que é o tempo está aí só para demarcar a passagem da vida. No lado direito, em uma espécie de fio, outro pássaro que significa a ânsia de liberdade e de libertação, que é o que está entre os fatores do coração da mulher centralizada neste trabalho. Mas, logo embaixo do lado direito do quadro e esquerdo da mulher há uma gaiola, na qual, está preso um ser humano, homem ou mulher e ainda há por cima outro pássaro; esse homem engaiolado é aquela liberdade e aquela libertação que a mulher anseia para si e para todos os demais, ou seja, os seres humanos. O contraste dos azuis claros ou semi-tonados com a diversidade de cores em torno da figura central equilibra, harmoniza, embeleza e mostra que o pintor não fez um trabalho de afogadilho; mas, pelo contrário quis talvez, propositadamente pensar em uma filosofia de vida para a raça humana e em particular para a raça negra, que é a do Brasil sua terra, a de Salvador mais ainda.

Não só tem uma visão artística, mas também pensamental. Finalmente, veja-se que a flor é bem avermelhada, sinônimo em geral da cor do coração ou da oferta, quer dizer doar o que de mais íntimo e de melhor tem em si próprio. De tal forma, que Bida pode expor esse trabalho em qualquer parte do mundo, desde que quem o contemplar saiba ou tenha capacidade e sentimento de avaliá-lo e de senti-lo. Vale.

Germano Machado, Professor Aposentado da UFBA e da UCSAL, fundador do CEPA


One Response to “ARTIGOS”

  1. Prof. Germano Machado
    Graciela Santos…

    Muita Paz!

    Depois de uns 20 (vinte) anos de ausência, às vésperas da aposentadoria para daqui a 01 ou 02 anos, passeando romanticamente na Internet re-encontrei voces… Ícones da Literatura na Bahia, personalidades íntegras da Literatura e Filosofia nas terras baianas e nacionais.
    Pouco tenho a comentar sobre mim… trabalho atualmente na CORREGEDORIA REGIONAL DO INSS na Bahia, presidindo Comissões de Inquérito e/ou Sindicâncias pelo Brasil afora. Tenho o Website: http://pt.netlog.com/tadeubahia o qual espero que visitem, meu e-mail/msn é: tadeu.bahia@hotmail.com
    Desejo reatar contato com voces. Estarei viajando a serviço nesta noite (15.11.2009) para Itabuna/BA mas o meu celular é: (75)8819.1067
    Graciela, voce continua MUITO MAIS BONITA do que lhe cohecí há 20 anos atrás e quanto ao Prof. Germano Machado, o mesmo está igual a mim: NÃO ENVELHECEMOS NUNCA!!
    Abraços Saudosos e Sinceros do,
    TADEU BAHIA:.


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